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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que é ter Comunhão com Deus? Estudo SaLmo 42








Deus criou o homem para ter comunhão com Ele. Jesus disse em João 4.23 que Deus esta em busca de verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade.
Norman Snaith comenta sobre o Salmo 42: “O homem que já experimentou a alegria da comunhão com Deus, não estará apático quanto ás oportunidades de renovar, com Ele, a sua intimidade, quer em suas devoções particulares, quer nas adorações públicas. Esse homem simplesmente não consegue ficar longe de Deus. Sua alma setenta haverá de impeli-lo sempre à presença do Pai Celeste.”
Torna-se impossível, que uma pessoa que tenha um encontro com a maravilhosa pessoa de Cristo, não ficar apaixonada por Ele.
A comunhão com Deus é o prin-cípio do céu. Para existimos.

I. DEFINIÇÃO DE COMUNHÃO COM DEUS


1. Definição: De acordo com o dicionário da Bíblia de Almeida: “Comunhão: 1) Associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação nos seus sofrimentos, nas suas experiências e nas suas vivências. 2) Relacionamento que envolve propósitos e actividades comuns; parceria.”
Sendo assim podemos definir comunhão com Deus, como sendo o grau de mais intima experiência que o homem pode ter.
Vivendo uma vida de profunda amizade com o criador, ao passe de ser conhecido como amigo de Deus, como Abraão (Is 41.8).
Andar com Deus significa estar tão próximo a Ele, ao ponto de ser tomado deste mundo para estar eternamente ao Seu lado, como foi com Enoque (Gn 5.21-24), e por onde andarmos, sermos imediatamente reconhecidos como homem de Deus, assim como foi Eliseu (2 Rs 4.9).
2. A comunhão com Deus consola a alma: O mestre Jesus nos advertiu que a vida cristã seria uma vida de aflições e perseguições enquanto estivermos neste mundo (Jo 16.33).
Mas que devemos ter ânimo, pois assim como Ele venceu o mundo, por meio Dele, também venceremos. O salmista Davi exalta ao Senhor, pois na sua aflição o Senhor revelou a sua benignidade, conhecendo a angustia da alma do salmista (Sl 31.7).
Em meio às lutas do cotidiano e as decepções da vida, só a comunhão com o Senhor é que pode nos conduzir a uma vida de felicidades e prazeres.
Pois só a Sua maravilhosa presença pode nos dar a paz que o mundo não pode nos dar (Jo 14.27), e nos fazer salta de júbilo em meio as dificuldades e provações (Sl 132.16).

II. A ALMA DO HOMEM ANSEIA POR DEUS


O ser humano não é o resultado de um processo evolutivo e nem o fruto do acaso (Gn 1.26; 2.7; 5.1).
Foi criado por Deus para um propósito específico, feito a imagem e semelhança do próprio Deus e recebeu o sopro de vida em suas narinas da boca do seu próprio criador (Gn 1.27; 2.7).
Somos parte de Deus, nossa alma anseia e anela por ter comunhão com Ele, pois só em Deus encon-traremos a palavra de vida eterna e não há para onde irmos (Jo 6.68).
1. O vazio da alma do homem: Billy Graham visitava, certa vez, uma universidade norte-americana, quando perguntou ao reitor: “Qual o maior problema que o senhor enfrenta com os seus alunos?”. O educador respondeu-lhe: “Vazio. Há um vazio muito grande de Deus em seus corações.”
Buscando preencher este vazio, o homem vagueia pelos mais depravados desejos da carne (Gl 5.19-21), cometendo todo o tipo de pecado, que só lhe causa morte e eterna separação de Deus (Rm 3.32; 6.23).
Depois de toda esta busca desenfreada, conclui: “Não tenho neles pra-er” (Ec 12.1). Mas aquele que anda com Cristo, experimenta uma vida abundante e inefável (Jo 4.14).
2.  A plenitude da comunhão com Deus: O Salmista Davi, enfrentava uma terrível luta interior, momento de angustia tal, que sua própria alma estava abatida (Sl 43.5).
Ele expressa sua profunda angustia no salmo 43, quando já não sentia a presença de Deus em sua vida, e as lembranças de uma vida de amizade com Deus, faziam com que sua alma se derramasse adentro de si, ao passo que as afrontas das pessoas que olhavam para ele e contemplavam a ausência da presença de Deus em sua vida o afligia ainda mais.
Diante disso, o rei Davi, consola a sua alma relembrando dos feitos do Senhor e da amizade que eles gozaram e concluir que o Senhor não o deixara nesta situação.
John Bunyan, em O Peregrino, descreve a angústia da alma sem sua jornada a Jerusalém Celeste. Quanto mais caminha, mais falta do Senhor vai sentindo até que, ao longe, avista a ditosa cidade, onde se encontra o amante de sua alma – Jesus Cristo.
Os prazeres da vida e as riquezas deste mundo, não podem encher de alegria, uma alma angustiada pela falta da presença de Deus.

III. O DEUS QUE TEM COMUNHÃO COM O HOMEM


Afinal, por qual Deus anseia a nossa alma? Pelo Deus teologicamente correto que se acomoda e se adapta a todas as religiões e credos? Ou pelo Deus único e verdadeiro que se revelou a si mesmo por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo?
1.  Deus onipotente: A oinipotência é um atributo exclusivo do nosso Deus. Demonstra a sua grandeza e poder.  É de origem do latim “omnis” e “potencia” que juntas significam “todo o poder”, sendo assim podemos definir que Deus não somente tem o poder como Ele “é o poder”. Deus não de-pende de nada e nem de ninguém, Ele é poderoso em si mesmo.
Só Ele pode todas as coisas, Ele não conhece o impossível (Gn 17.1; Lc 1.37). Ele esta acima da morte, das enfermidades e moléstias que assolam a humanidade.
Ele é o principio e o fim de todas as coisas (Ap 22.13), antes de tudo ter sido criado Ele já existia e por intermédio Dele, por Ele e para Ele (Rm 11.36a), tudo foi criado (Jo 1.1-3; Sl 8:3; Sl 90.2; Gn 1.1b).
A quem questione a existência de Deus, querendo saber quem o criou, a bíblia é clara, ninguém o criou, Ele já era e sempre será Deus, e por Ele é que tudo passou a existir, de acordo com a sua maravilhosa vontade e seu perfeito amor.
Deus não interfere na vida do homem, a não ser que este o peça, por este motivo Ele permite que tantos sofrimentos assolem a humanidade, pois tudo isso, nada mais é do que a consequência de nossa desobediência aos seus mandamentos e resultados de nossa busca desenfreada pelo pecado.
2.  O Deus onisciente: A onisciência, também é um atributo divino, pela qual Deus conhece perfeita e eternamente todas as coisas passadas, presentes e futuras (Sl 147.5; Pv 15.11; Is 46.10). É oriunda dos vocábulos “omnis”, significa “tudo” e “scientia” que “significa todo conhecimento ou saber”
O Espírito de Deus sonda o coração do homem e conhece seus sentimentos e desejos muito antes de serem expressados (Rm 8.27).
No Salmo 139, o salmista Davi revela de uma forma maravilhosa a grandeza da onisciencia divina, revelando-nos que antes de termos sido formados no ventre de nossa mãe, Ele já nos conhecia, detalhe por detalhe, célula por célula, e assistia a nossa formação.
No Salmo 147.4 o salmista declara que Deus sabe exactamente a quantidade de estrelas que á nos céus e as chama pelo nome, e eles atendem.
O Senhor Deus lhe conhece, muito antes de seus pais pensarem em se conhecer, Ele já que conhecia, e já lhe havia sido escolhido para ser sua propriedade particular, Aleluia!
 Se alegre com isso, pois você é a menina dos olhos do Senhor. (Jo 15.16; I Pd 2.9; Zc 2.8).
3.  Deus de amor: Deus não tem amor, Ele é o próprio amor (I Jo 4.8). 
Foi por amor que Ele criou todas as coisas (Gn 1.31), ao ver a humanidade perdida, como ovelhas sem pastor, cada um seguindo seu próprio caminho de morte (Mt 9.36), assolada pelo pecado e suas consequências, Ele por amor ao homem, enviou seu filho unigênito, para dar a vida dele em troca da nossa, e para que por meio Dele, recebemos a vida eterna e o perdão dos nossos pecados (Jo 3.16; Rm 5.8; I Jo 4.9-10).
"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."  (Jo 15 : 13)
Deus lhe ama, com amor eterno!
4.  O Deus soberano: Deus tem o controle de todas as coisas, ninguém pode impedir o seu operar ou o seu agir (Is 43.13), em meio as suas perdas e sofrimentos, Jó declara: “Bem sei eu que tudo podes e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.2). Até Satanás esta submisso a autoridade e a soberania de Deus, fazendo somente aquilo que Deus lhe permite fazer, indo só até onde Deus lhe permitir (Jó 1.12; Mt 4.10a; Lc 8.24; Lc 8.29-33; Lc 22.31-32).
Descanse no Senhor conforme o salmista nos recomenda no Salmo 37.5, e saiba que Deus esta no controle da situação.

CONCLUSÃO


Em suas Confissões, Agostinho demonstra um profundo e incontido anseio por Deus. Abrindo seu coração, suspira: “Quem me derá descansar em Ti! Quem me dera viesses ao meu coração e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem.” Qual é o anseio de sua alma? Qual é o desejo de seu coração? Deus é a fonte de toda a alegria e riquezas acima de suas benções e promessas esta o seu coração. Sirva a Deus por amor, e busca incansavelmente sua presença, “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” (Sl 25.14)
Amar a Deus é a essência de nossa vida devocional.


By Bishop Eduardo Rodrigues
IBT Portugal

5 comentários:

  1. MEU AMADO MUITO BOM ESTE ESTUDO PÓS EU ESTAVA PREUCURANDO UM ESTUDO QUE REALMENTE PUDESSE DAR EM MINHA IGREJA, SOBRE COMUNHÃO, QUE DEUS CONTINUE TE DANDO A SABEDORIA DOS ALTOS CÉUS, POIS ESTE MUITO ME ACRESCENTOU-ME MUITO

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    1. Amém pastor. Nosso objetivo é justamente este. Deus sua vida, família, ministério e igreja. Logo publicaremos novos estudos.

      Em Cristo, Pr. Eduardo Rodrigues

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  2. Muito bom mesmo,que Deus continue te dando sabedoria e que você cresça a cada dia mais e mais na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus cristo.

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    1. Muito obrigado irmã Maria, Deus abençoe grandemente sua vida. Logo publicarei novos estudos.
      Em Cristo, Pr. Eduardo Rodrigues.

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  3. Gostei muito do ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS.

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